Julien Benda
Sinopse
Nesta aula, o professor Gustavo Bertoche apresenta o ensaísta francês Julien Benda (1867–1956) e sua obra mais célebre, A Traição dos Intelectuais (La Trahison des clercs, 1927). Após reconstruir a biografia — o intelectual de origem judaica e rica que, arruinado, fez carreira como escritor polemista de estilo neoclássico e tom cáustico, indicado quatro vezes ao Nobel —, a exposição esclarece o sentido medieval de "clérigo" (o homem de letras, o estudioso) que dá título ao livro. O núcleo é a tese de Benda: o primeiro compromisso do intelectual não é com um partido, uma ideologia ou mesmo a pátria, mas com valores universais, desinteressados e permanentes — a beleza, a justiça e a verdade. O intelectual que adere a uma ideologia trai sua função, deixa de ser filósofo (na tradição socrática) e torna-se sofista e propagandista. O professor relaciona essa tese ao seu próprio posicionamento na eleição brasileira de 2018 (uma "campanha em defesa da inteligência", recusando aderir a qualquer lado), distinguindo-a do "isentismo". Apresenta ainda a guinada de Benda em 1946, nos Encontros de Genebra, quando passou a defender explicitamente a democracia — definida não como valor vago, mas como o regime que garante a liberdade de pensamento e o dissenso. A aula encerra com a crítica ao "paradoxo da tolerância" de Popper (o juiz do tolerável torna-se um tirano) e com a tese de que vivemos hoje uma "nova traição dos intelectuais": a universidade que, como a alemã dos anos 1930, distribui postos e verbas por conformação ideológica, e não por mérito — uma "prostituição do espírito".
Pontos-Chave
Benda, o polemista neoclássico: ensaísta francês (1867–1956), de origem judaica e rica, arruinado aos 45 anos; fez-se escritor de tom cáustico e estilo neoclássico rigoroso, indicado quatro vezes ao Nobel, célebre por construir "espantalhos" divertidos de seus adversários (entre eles Bergson).
O Caso Dreyfus: o engajamento de Benda como dreyfusard — defensor do capitão Alfred Dreyfus, judeu falsamente acusado de traição por antissemitismo — marcou sua entrada na cena intelectual, na esteira do "J'accuse...!" de Émile Zola.
O sentido de "clérigo": no título original (La Trahison des clercs), "clérigo" tem o sentido medieval de homem de letras, estudioso — não de religioso; daí a tradução brasileira "A Traição dos Intelectuais".
O compromisso do intelectual: o primeiro dever do intelectual não é com o partido, a ideologia, o governo ou a pátria, mas com valores universais, desinteressados e permanentes — a beleza, a justiça e a verdade.
A traição: o intelectual que adere a uma ideologia trai sua função (seu munus), deixa de ser filósofo (na tradição socrática) e torna-se sofista e propagandista, produzindo discurso emocional e político disfarçado de racional e desinteressado.
A posição do professor (eleição de 2018): influenciado por Benda, fez uma "campanha em defesa da inteligência", sem aderir a Bolsonaro nem a Lula/Haddad — sendo, por isso, atacado por ambos os lados; posição que distingue do "isentismo".
A guinada de 1946 (Encontros de Genebra): Benda passa a defender que o intelectual tem uma obrigação política — a favor da democracia, definida não como valor vago, mas como o regime que garante a liberdade de pensamento e o dissenso.
Democracia como dissenso: uma democracia em que o dissenso é calado, ou em que não se pode defender o outro lado, não é democracia, mas tirania — ainda que pratique a censura "em nome da democracia" (em consonância com Croce).
A crítica a Popper: o "paradoxo da tolerância" (a democracia não pode tolerar os intolerantes) é equivocado, pois quem define o que é "intolerável" coloca-se acima da lei como critério da verdade e da justiça — tornando-se, ele próprio, um tirano.
A nova traição dos intelectuais: como na universidade alemã dos anos 1930 (o reitorado de Heidegger, a demissão dos professores judeus), hoje os postos, concursos e verbas universitárias dependem de conformação ideológica, e não de mérito — uma "prostituição do espírito" que afasta os pensadores livres.
Transcrição da Aula
Vida e formação de Julien Benda
A aula parte das ideias de Julien Benda, intelectual francês da transição do século XIX para o XX, mas que trabalhou essencialmente no século XX. Nasceu em 1867 e morreu em 1956, aos 88 anos, numa família de muitas posses. O avô fora banqueiro e, após falir, suicidou-se; o pai, Maurice Benda, refez a fortuna no comércio exterior, com uma empresa exportadora, e morreu quando Julien tinha 22 anos. Eram uma família judaica não religiosa, ligada aos ideais iluministas e republicanos. Com a morte do pai, em 1890, Benda herdou sozinho toda a fortuna, aos 22 anos. Teve educação esmerada, sobretudo em grego e latim — uma educação clássica —, mas não realizou o sonho de entrar para a Escola Politécnica: queria fazer matemática, mas não passou na prova, o que determinou seu futuro. Trabalhou na empresa do pai e, ao herdá-la, decidiu viver como um intelectual rico, vestindo-se bem e frequentando salões literários importantes, sem se preocupar com o trabalho.
Em 1913, porém, quando tinha 45 anos, a empresa do pai faliu sob sua administração, e Benda, embora tivesse guardado algum dinheiro, precisou trabalhar — e o que sabia fazer era escrever. Desde 1903 já escrevia para os Cahiers de la Quinzaine (os cadernos quinzenais), entre 1903 e 1910; por volta de 1916, passou a escrever para o Le Figaro, iniciando uma carreira literária de algum sucesso.
O Caso Dreyfus e o estilo polemista
Um momento-chave de sua vida foi o Caso Dreyfus (Affaire Dreyfus), em que o capitão Alfred Dreyfus foi falsamente acusado de passar segredos militares aos alemães — acusação forjada que prosperou na imprensa francesa por causa da ascendência judaica do capitão, num caso evidente de antissemitismo: os verdadeiros culpados foram protegidos, e o capitão judeu, condenado. Isso ocorreu em 1894, a princípio sem grande polêmica, mas logo a verdade começou a aparecer, e o auge do caso deu-se em 1899, com a participação de muitos intelectuais — entre eles o ainda desconhecido Julien Benda. É dessa época o célebre “J’accuse…!” de Émile Zola. Benda tornou-se conhecido por sua posição de dreyfusard, apoiador de Dreyfus — não pela ascendência judaica do capitão, que para Benda não tinha importância (ele próprio, judeu de nascimento, não se considerava judeu em suas ideias, estando mais próximo do cristianismo, e encerra A Traição dos Intelectuais falando de Cristo). Como apoiador de Dreyfus que denunciava a conspiração, Benda começou a receber atenção e a encontrar espaço para escrever.
Benda era um intelectual não ligado à universidade, um franco-atirador que escolhia polêmicas contra as grandes figuras da época — no início da década de 1910, por exemplo, elegeu Bergson como alvo. De tom cáustico e senso de humor, escrevia muitíssimo bem: indicado quatro vezes ao Prêmio Nobel de Literatura (que nunca ganhou), construía “espantalhos” divertidos de seus adversários, num estilo neoclássico rigoroso — combinação muito eficaz de acidez e rigor. Seu primeiro grande sucesso foi Belphégor, ensaio sobre a estética da sociedade francesa, em que denunciava o sentimentalismo, o romantismo e o “desejo de imprecisão” da cultura francesa — o gosto por deixar o dito pelo não dito —, defendendo a clareza, o rigor das palavras e os valores da verdade e do iluminismo. Recusava tudo o que fosse emocional, impreciso ou ideológico demais: antifascista e antinacionalista (por ver no nacionalismo a defesa de valores não racionais), mas também anticomunista, colocava-se à parte das polêmicas ideológicas e acusava todas as ideologias.
Após a libertação da França, contudo, Benda recusou-se a perdoar os colaboracionistas do regime de Vichy, considerando imperdoável a colaboração com os nazistas — enquanto outros aderiam a uma espécie de anistia moral. E, já octogenário, aproximou-se curiosamente do comunismo soviético, com o argumento de que, se uma nova guerra mundial exigisse escolher um lado e matar em nome de uma ideologia, que ao menos matasse em defesa dos oprimidos e dos pobres, julgando que o regime soviético os protegia mais que as democracias ocidentais — posição do fim da vida, bem diferente da que defendera em 1927.
A Traição dos Intelectuais: o sentido de “clérigo”
A obra mais conhecida de Benda — em português, francês e inglês — é A Traição dos Intelectuais (La Trahison des clercs, no original). Mas por que “clérigos”? Benda não fala de padres: usa “clérigo” no sentido medieval. Na Idade Média europeia, o clérigo era o estudioso, o homem de letras — todo aquele que sabia ler e escrever, todos os professores e intelectuais —, e não apenas o ordenado padre. É nesse sentido que Benda emprega o termo; por isso a tradução precisou ser ajustada, pois “A Traição dos Clérigos” sugeriria um livro sobre a Igreja, quando se trata da classe intelectual: a traição dos escritores, dos professores, dos filósofos.
O livro começou a ser escrito em 1924 e foi publicado em 1927. O contexto: após a Primeira Guerra Mundial — mas num movimento que vinha do século XIX —, muitos intelectuais voltavam-se para a política e a ideologia. É o momento da ascensão do fascismo na Itália, do nacional-socialismo na Alemanha (o Putsch de Munique), da consolidação do comunismo na Rússia (dez anos após outubro de 1917) e da Action Française — movimento conservador que visava ao poder na França. Os intelectuais se posicionavam, uns defendendo a tirania espanhola, outros a italiana, outros o surgimento da alemã. E eis que surge Benda com um livro acusatório: vocês estão traindo a inteligência, traindo o seu dever, traindo a sua função.
Qual é o primeiro compromisso do intelectual? Não é com o partido, com a direita ou a esquerda, com o governo, nem mesmo com o seu país. O primeiro compromisso do intelectual é com valores universais, desinteressados, permanentes e racionais: a beleza, a justiça e a verdade. Quando um intelectual decide posicionar-se ideologicamente — defender um grupo, um território ideológico —, trai a sua categoria, trai o seu munus e transforma-se num propagandista, o contrário do intelectual. Deixa de ser um filósofo, na tradição socrática e platônica, e torna-se um sofista, defensor de uma ideia de ocasião. Esse é o ocaso de todo projeto intelectual, pois o intelectual que serve a uma ideologia trai os próprios valores que tornam possível uma vida da inteligência. Mais ainda: esses intelectuais sustentam um discurso que se pretende desinteressado, racional e universal, mas que é, na verdade, propaganda — emocional e político. São traidores que jogam a favor da ignorância, da mentira, da injustiça e do falso, e não devem receber respeito.
A posição do professor e a distinção do “isentismo”
Trata-se de uma posição com tudo a ver com o momento brasileiro de polarização. O professor relata ter sido muito criticado por adotar postura semelhante à de Benda — que cita, aliás, em seu livro de doutorado, Realidade e Realização. Na eleição de 2018, que elegeu Bolsonaro, o professor não fez campanha nem para Bolsonaro nem para Lula (ou Haddad), mas uma “campanha em defesa da inteligência”: curiosamente, os bolsonaristas o achavam apoiador de Lula, e os lulistas o achavam apoiador de Bolsonaro, e recebeu acusações e ameaças de ambos os lados nas redes sociais. O que defendia era que as pessoas deixassem de pensar movidas pelo sentimento, pela propaganda, pela raiva e pelo medo, e pensassem pela razão, buscando a verdade, a justiça e a beleza.
Esse tipo de posicionamento foi rejeitado como o do “isentão”, de quem está “em cima do muro” — mas não há aí nenhuma isenção, e sim a afirmação declarada de uma posição política: a defesa do pensamento, da liberdade e da liberdade de opinião. O professor sublinha que, em momento algum, criticou os apoiadores de um ou de outro candidato. Como Benda, considera que o dissenso é fundamental: é necessário que existam grupos em disputa na democracia, mas o intelectual não deve comprometer-se com nenhum deles, mantendo o lugar de onde pode pensar com liberdade. Esse lugar não é o “muro”: a questão é a compreensão de que nenhum dos lados em disputa defende a verdade, embora seja preciso que esses lados existam. O que o intelectual não pode fazer é comprometer-se com eles, em vez de permanecer fiel à sua vocação — pensar, escrever e produzir nos leitores e alunos a busca da verdade.
A guinada de 1946: a defesa da democracia
É interessante que Benda, no primeiro dos Encontros Internacionais de Genebra, em 1946 — série de encontros realizados após a Segunda Guerra na Universidade de Genebra —, se posicionou claramente a favor da democracia, dizendo que o filósofo e o intelectual têm uma obrigação política, diferentemente do que afirmara em 1927. Mas que democracia é essa? A democracia é uma palavra líquida, que pode significar qualquer coisa e que, no século XX, passou a constituir-se mais como um valor do que como um conceito: cada um chama de “democrático” o que gosta e de “antidemocrático” o que não gosta. Para Benda, porém, a definição é precisa: a democracia é o regime no qual existe a liberdade de pensamento e de expressão, e a possibilidade do dissenso, da discordância, da oposição. Uma democracia em que o dissenso é calado, ou em que não se pode defender claramente o outro lado, não é democracia, mas tirania — por mais que a censura seja considerada “democrática”. Censurar em nome da democracia é, para Benda (como para Croce, visto na aula anterior), um absurdo completo.
A democracia caracteriza-se pela liberdade de oposição e de discordância, inclusive a mais radical, e precisa ser defendida por ser o único regime que salvaguarda a liberdade individual — condição necessária para o pensamento e, portanto, para a investigação da beleza, da justiça e da verdade, que só podem ser buscadas num ambiente de livre pensamento. Na democracia, o governante não consegue impor uma ordem absoluta, pois convive com a oposição; nunca pode haver uma convergência popular geral em torno de uma política — se houver, já não é democracia, mas tirania ou fascismo. A democracia exige o direito a uma oposição radical cuja voz não seja cerceada pelos instrumentos do Estado, pois, cerceada a voz dos opositores, já não há democracia.
A crítica ao paradoxo da tolerância de Popper
“Mas e a tese de Karl Popper de que a democracia não pode tolerar os intolerantes?” — essa tese famosa, formulada de passagem numa nota de rodapé de A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, é equivocada. (Popper, aliás, não era um filósofo muito sofisticado, como fica evidente quando tenta transformar Platão num defensor do totalitarismo, o que não tem cabimento.) O problema é definir o que é intolerância: quem são os intolerantes, quais as ideias intoleráveis no ambiente democrático? Isso varia conforme o juiz que tiver o poder de julgar — não é um ponto de partida, já é um ponto de chegada. Em outras palavras, o “guardião da democracia”, aquele que tem o poder de censurar o que seria intolerável, já é um tirano: o que lhe é inaceitável poderia ser aceitável para outros, e, se alguém de posição contrária ocupasse o seu lugar, os critérios se inverteriam. A ideia de que é preciso censurar posições políticas radicais é, ela mesma, antidemocrática, pois pressupõe um juiz acima da lei, que determina o que pode ser pensado, dito e publicado, colocando-se como a própria verdade e o próprio critério de justiça. Não há nada mais antidemocrático do que cercear a palavra do opositor, de quem não se gosta — como, segundo o professor, se vê acontecer atualmente no Brasil. E aqui não se trata de defender um lado ou outro, mas de partir, como Benda, da preservação dos valores da beleza, da verdade e da justiça num ambiente de liberdade de pensamento.
A nova traição dos intelectuais
Em certo sentido, conclui o professor, o nosso tempo vive uma nova traição dos intelectuais. Pode-se lembrar a famosa traição dos intelectuais alemães na década de 1930, quando Heidegger se tornou, por um breve período, reitor de universidade sob o regime nazista — e, antes mesmo disso, os professores judeus já haviam sido demitidos, enquanto boa parte dos demais aderia ao Partido Nacional-Socialista, pendurava o retrato do Führer na parede e apagava dedicatórias a professores judeus. A ascensão política dentro da universidade, naqueles anos, deu-se não por méritos intelectuais, mas por posições ideológicas.
É isso que, para o professor, acontece hoje no Brasil e no mundo ocidental. Os concursos públicos para professor, a ascensão na hierarquia universitária, as verbas de pesquisa e as bolsas estão hoje mais ligados a uma conformação ideológica — a uma certa posição política exigida do professor — do que à qualidade do trabalho. Publicam-se livros e artigos que ninguém lerá, hermenêuticas muito específicas de um aspecto de um conceito de um filósofo estrangeiro (quase sempre Foucault ou Heidegger), de interesse para duas ou três pessoas — o que não é, em si, critério de desvalor, mas que serve de mero pretexto para escolher os ocupantes dos postos por critérios políticos e ideológicos, não por mérito acadêmico. Substitua-se a filiação ao partido nazista, na universidade alemã dos anos 1930, pela participação em outros movimentos ideológicos, e o processo é o mesmo: revive-se exatamente a traição que Benda denunciava em 1927.
Os intelectuais estão, assim, prostituindo a sua inteligência — uma “prostituição do espírito” ainda mais perniciosa que a do corpo, por ser mais permanente e destrutiva, e por destruir não só a pessoa, mas a própria sociedade: duplamente, ao produzir, com a legitimidade da vida universitária, textos e posicionamentos deletérios, e ao impedir que pessoas de pensamento livre, capazes de contribuir para a inteligência do Brasil e da humanidade, alcancem os postos necessários — ficando à margem, forçadas a trabalhar em outras coisas. E assim a humanidade perde valor, beleza, justiça e verdade. Essa é a traição dos intelectuais.
A denúncia de Benda, com quase cem anos (98, a contar de 1927), permanece muito séria. Benda não acertou sempre — o professor mostra, em seu livro, que ele se equivocou ao interpretar alguns filósofos, particularmente Bachelard, criticando o pensamento da “mobilidade da razão” a partir da leitura de um único livro de 1934 (em obra de Benda de 1950), sem acompanhar o desenvolvimento do pensamento bachelardiano; crítica que outros historiadores da filosofia também lhe fazem, pois Benda, ao criticar um autor, estava mais interessado em defender as próprias ideias e em fazer polêmica, construindo “espantalhos”. (O professor observa, a propósito, que quando um verdadeiro filósofo compreende efetivamente outro, tende a concordar com ele, por mais que as teses pareçam incompatíveis: a filosofia é, no fundo, um discurso único sob diferentes formas — um único rio subterrâneo que emerge em territórios diferentes.) Mas, nesse livro, Benda acerta no ponto: é uma obra que precisa ser lida, com boa tradução em português, A Traição dos Intelectuais.
Glossário
Referências Bibliográficas
Julien Benda. A Traição dos Intelectuais e La Trahison des clercs(La Trahison des clercs, 1927)
Julien Benda. Belphégor(ensaio sobre a estética da sociedade francesa)
Julien Benda. Sobre Algumas Constantes no Pensamento Humano(1950; sem tradução para o português; nele a crítica a Bachelard)
Émile Zola. (carta aberta no Caso Dreyfus)
Karl Popper. A Sociedade Aberta e Seus Inimigos(o "paradoxo da tolerância")
Gustavo Bertoche. Realidade e Realização(tese de doutorado, com discussão de Benda e Bachelard)
Henri Bergson (alvo de polêmica de Benda); Gaston Bachelard (criticado por Benda). (alvo de polêmica de Benda)
Edward Said. Representações do Intelectual(as Conferências Reith)
Antonio Gramsci. Os Intelectuais e a Organização da Cultura
Benedetto Croce. (aula anterior do curso)
Norberto Bobbio. Política e Cultura